sábado, 12 de março de 2011

Episódio de House, S07E15


Esse texto contém spoilers e citações literais e não-literais do referido objeto.

Acabei de ver o décimo quinto episódio da sétima temporada de House, e o que tenho para dizer é que eu gostaria de gravar meus pensamentos agora para que eu pudesse assisti-los novamente quando quisesse. Isso muito provavelmente ocorreria todos dos dias.

É incrível a percepção que se tem com a quantidade de memórias e associações que podemos fazer acompanhando uma série como essa. É estonteante porque podemos perceber tantos detalhes, tantos argumentos envolvidos, camuflados. Argumentos importantes que foram sendo disseminados em diferentes momentos da série. Nesse momento é como se houvesse fogos explodindo atrás das minhas orelhas. Uma chuva de argumentos antigos se aproximando de argumentos novos. É lindo! Como disse, muitas associações temporais podem ser feitas. Inúmeras.

Algo parecido como uma auto-homenagem tem participação garantida em diferentes momentos do episódio de forma extremamente merecida. As Cuddy dos sonhos, ou melhor, os sonhos da Cuddy. Um momento importante para curtir ótimos atores se divertindo quase que descompromissadamente. Todos se farreando e nos fazendo lembrar a história de seus personagens e nos dando um espaço na carne para sermos mordidos pelo desenrolar do episódio que novamente se movimentará para um sonho.

O tão esperado desleixo do Wilson em relação ao House. Poético. Com direito a frase de efeito no final direcionada ao Foreman que foi parecida com: “Ou ele muda a forma de agir, ou não.” Parece raso, mas numa moldura tão bem contextualizada em algum momento do episódio ficou de uma forma muito impactante. Dá para escrever tanta coisa antes e depois dessa frase. Algo como, por exemplo: “Maluco, deixa o House se fuder para lá. Ou ele muda a forma de agir, ou não. Eu é que não vou lá cheirar o cú daquele filho da puta!!!”. É parceiro. Bagulho foi tenso!

E o fantástico “monólogo” da Cuddy onde o House não teve o que fazer a não ser estampar uma cara de choro e derrota a ouvindo falar e não sabendo exatamente o que responder. E ela mostrando uma veia da verdade muito importante, a de que ele não era apenas viciado em Vicodin, mas também viciado na não-dor. Em quaisquer de suas formas. Daí é só emendar com o que ela continuou dizendo:

“A questão não é sobre o Vicodin, a questão é que você não suporta sentir dor, e por mais que eu tenha tentado, não há como mudar, porque isso é o que te define, isso é o que você é. E para estar com alguém é necessária a aceitação a dor, ao contrário não se pode estar.

Eu sinto muito.”

2 comentários:

  1. É cara esse episódio foi tenso mesmo, o foda de tudo isso é que desde sempre que acompanho esta série vejo características do House em mim, ou almejo algumas facetas dele, mas não todas, nem de longe todas. Neste episódio aconteceu o contrário de forma grotesca, foi como se a Cuddy finalmente conseguisse definir House em meia dúzia de palavras, definir de forma extremamente simples, mas plena, e o fato é que o que foi exposto não é nada bonito, é bem mais feio que o House cretino que todos já conheciam e aceitavam, a definição final agora é praticamente intolerável pra qualquer outro ser humano que pense em de fato ter qualquer relacionamento “normal” com ele.
    E pra mim na verdade a desgraça total foi me definir totalmente contrário ao House, penso que minha vida se resuma a fazer tudo tendo em mente 1° alguém e depois a mim, e isso é legal em vários aspectos, em muitos, mas me fode fundo e com força também. Verdade que eu não consigo criar equilíbrio também dessa parada, e queria muito, mas tem certas coisas sobre nós que nos definem, é o que somos. E as vezes é uma merda lidar com isso mesmo, seja lá o que for.
    Fica pior quando você se identifica, ou melhor, quando você identifica seus problemas, por que você passa a os enxergar nitidamente todas vezes que eles botam as garras pra fora, dói pra caralho, tipo Wolverine mesmo. Me identifiquei como um viciado em não causar dor, e isso me causa muita dor o tempo todo, foda!
    Em específico esse episódio me fez passar mal e é essa parada ai!

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  2. Parabenizo o(s) autor(es) deste blog pelos belos conteúdos abordados. Espero contribuir positivamente com a organização deste blog! Um abraço!!!
    Dionatan.

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