Esse texto contém spoilers e citações literais e não-literais do referido objeto.
Isso é sobre sentimentos. Saudades. Tantas horas passadas pensando sobre esse filme. Tantas conversas tidas. Uma importância tão grande!
Bom, essa entra na série Clássicos. The Matrix. Descrição não-necessária e alto índice de recomendação.
São tantas referências, tantos argumentos vindos de fontes tão diferentes que não há como não tirar a sua fatia do bolo desse filme.
Historicamente importante para o cinema e ainda atualmente inspirando produtores das mais diferentes mídias, The Matrix (1999) é um filme de uma existência.
Ferramenta para professores, filósofos, cientistas, messiânicos, budistas, ateus, agnósticos, artistas, The Matrix sobra.
Veja e perceba, sobra.
Mas para mim, que já estive próximo de algumas dessas opções acima, The Matrix volta a lembrança com um gosto específico da gosma verde que constitui a sociedade. Eu conheço esse gosto. Você também. E não é bom, nem ruim, é apenas inevitável. Inescapável. A gosma verde tem um gosto muito forte para agora. Mesmo não sendo nem bom, nem ruim, provoca vômito. Justamente porque aniquila todos os conceitos, visto que define o sujeito da conceituação, nós. Que fique para depois! Que haja depois!
Agora quero sonhar com mentes a serem libertas. Pense! Acorde! Acredite! The Matrix grita com nossas mentes o tempo todo. Como um carvalho a ideia começa tímida no filme. Apenas relatando a experiência de um jovem num mundo que dá pequenos sinais de que não lhe pertence. Esse jovem segue sua vida em busca de resposta para esse incômodo pensamento, uma sensação de que a “estrada vai além do que se vê” (Los). E vai.
Numa das várias noites que ele dorme sobre os teclados de seus computadores ele acorda com alguém lhe dizendo através de seu computador invadido: “The Matrix has you...”
E essa foi a introdução para a sua viagem. A constatação de que o mundo que ele conhecia não era real, que na verdade a sociedade humana já não existia mais, mesmo o momento histórico em que ele acreditava que existia era falso. De que tudo que ele conhecia era projetado por programas de computador. Uma prisão para a mente.
Na realidade os seres humanos eram cultivados por máquinas que tomaram a gerencia do planeta e sugavam a energia do corpo humano para se manter em funcionamento e expansão. Dura essa realidade, a constatação de que nada que se tem a sua volta é real, de que tudo o que você percebia e tudo com o que você se relacionava era falso, projetado.
Neo, o personagem de quem falo, segue com as suas descobertas, seu corpo real, sua “realidade real”, muito menos charmosa do que a que ele conhecia antes. E depois do período de negação, ele absorve o seu estado real e ainda se assume como o salvador de todos os seres humanos que ainda servem de alimento as máquinas.
Um tapa de liberdade. Uma exemplificação garantida de que há algo por detrás das cortinas. Seja essa cortina qual for, e seja esse algo o que for também. Você aplica. Veja o filme e aplique. Caso já tenha visto e não tenha visualizado a exemplificação de algo importante, faça-o novamente. Desta vez com pipocas e a mente como uma tela, em branco. Queria ir um pouco mais agora, mas é cedo, deixo para os comentários.
“Wake up!”
K
Lembro da primeira vez q assisti esse fime. Lembro das pessoas empolgadas, q já tinham assistido, tentando me explicar o q tava acontecendo, como se eu não fosse capaz de entender. Mas td bem, realmente era empolgante. Era novo, original e tão profundo quanto um exame de próstata.
ResponderExcluirLembro de pensar "é exatamente isso!". Me sentia (e ainda sinto) como Neo. Uma sombra de consciência num mundo de marionetes.
Eu fiz uma cópia em fita VHS e assistia todos os dias antes de dormir, num aparelho de vídeo velho e uma tv 14" preto e branca. Quando digo "td dia" não to exagerando...era td dia mesmo. Mas só o primeiro filme, nunca liguei muito pras continuações. Tvz por eu não ter assistido cronologicamente, ou por algum tipo de preconceito contra "continuações". Pra mim a "obra" já estava pronta e nada seria melhor.
Pois é! Tive a mesma sensação de uma obra completa que se resumi em si o inicio e o fim.
ResponderExcluirMais uma obra de ficção que emplacou e talvez seja por seus tantos escritos nas entrelinhas, seja pela capacidade de fazer com que seu espectador realmente viaje, no sentido literal da palavra.
Minha maior percepção deste filme, digo maior pois mesmo depois de tanto tempo ser o ver ainda revivo nitidamente a experiência do que talvez tenha sido a maior mensagem passada. O sonho de liberdade! Nesse filme a escolha de poder ser livre e mesmo entre tantas duvidas ter a coragem de para dar um salto no escuro é lindo.
Porém há o caminho ardiloso a seguir. A cada descoberta do que seria a 'verdade' é travada uma luta entre a ignorância e o conhecimento. E quem está preparado para largar tal ignorância? Lembro daquele maluco Cypher escolheu entregar seus amigos para ter uma chance de ser religado a ignorância. You are unable to tolerate the truth.
Qual será a sua escolha?
É neste ponto em que temos que decidir e é este ponto que me chamou mais a atenção.
Liberdade para criar sua realidade moldada de acordo com seus parâmetros e fruto das suas muitas pipocas batidas na tampa da panela da percepção.
Portanto deixo minha contribuição dizendo que o gancho para varias ramificações, tipo alusões a messias, filosofias e pensamentos ideológicos que consagrou The Matrix como um marco não só de tecnologia cinematográfica, mas muito mais um expressar entre matrix e o deserto do real...