segunda-feira, 21 de março de 2011

Zeitgeist


Quem nunca teve a sensação de que alguma coisa não está certa, de que parece que por mais que tentemos nunca alcançamos o domínio verdadeiro?

Quem nunca teve a vontade de ver por trás das cortinas, de saber quem dá as cartas, de descobrir como as formas e valores chegaram até aqui? Quem os criou?

A verdade é que: será que chegaremos a uma resposta? Será que essa resposta será verdadeira?

Tantos questionamentos são levantados por muitos a cada momento e lembro-me de Matrix onde Neo tem a escolha de poder decidir pela verdade. Mas por inúmeras vezes penso o quanto essa verdade tirou a sua paz, tirou o seu chão e o mais importante tirou o seu conforto que havia na ignorância. Quem estará disposto a provar da mesma fonte?

Zeitgeist é um documentário produzido por Peter Joseph e lançado online livremente via Google Video em junho de 2007. Logo a seguir uma versão remasterizada foi apresentada como um premiere global em 10 de novembro de 2007 no 4th Annual Artivist Film Festival & Artivist Awards. E o que o difere é a forma como são apresentados os assuntos.

Nele você tem a impressão de que alguém realmente está sendo sincero o bastante para ter a coragem de pelo menos tentar expressar um pouco da verdade, alguém quer que você pense. Nem todos querem pensar e muitos não querem que pensemos.

O documentário dividi-se em três partes The Greatest Story Ever Told (A maior história já contada), All The World's A Stage (O mundo inteiro é um palco) e a Don't Mind The Men Behind The Curtain (Não se importem com os homens atrás da cortina).

Após assistir minha mente poderia ser comparada a uma panela de pipocas que começaram estourar. Foram tantos pensamentos e tantas ponderações que ainda não foram digeridas. Na verdade o alimento é denso e a digestão não é tão fácil. Não pelo fato do material apresentado em si, mas pelo fato de todos os infinitos ganchos que surgem...

Lembrei-me do inicio da música Cambalache de Raul Seixas que diz: “Que o mundo foi e será uma porcaria eu já sei. Em 506 e em 2000 também. Que sempre houve ladrões, maquiavélicos e safados. Contentes e frustrados, valores, confusão...”

Gostaria de dizer aqui a percepção positiva para o crescimento intelectual obtida deste documentário e dizer que dessa vez foi mais dois goles do infinito.

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